Incríveis fotos de conservas de pele tatuadas do século XIX

A fotógrafa Katarzyna Mirczak fotografou uma série de potes contendo conservas em formol de tiras de pele humana tatuados que se encontram guardadas no Departamento de Medicina Legal da Universidade Jagiellonian, na Cracóvia. 

No final do Século XIX, muitos detentos no sistema prisional da Polônia, embora proibidos, tinham o hábito de se tatuarem com diversos tipos de materiais, quando esses detentos morriam, suas peles eram recortadas pela direção do presídio para que as tatuagens fossem catalogadas com a intenção de se estabelecer as conexões entre os detentos e identificar gangues e quadrilhas.

As técnicas e materiais utilizados eram de baixíssima qualidade e de muito risco, totalmente desaconselhável. Os presos  usavam grampos, pinos, fios, lâminas de barbear e pedaços de vidro para perfurar sua pele e adicionar uma variedade de substâncias para fazer os projetos permanentes. As cores eram formadas usando pó de carvão, borracha queimada, cortiça, pontas de lápis, tinta, aquarela e lápis de cor. Estes condimentos eram então misturados com água, urina, sabão, creme e gordura.

Os significados das tatuagens de prisão na Polônia nessa época foram catalogados e explicados assim:

Cabeça do diabo - símbolo de crueldade e um prisioneiro que quer se manter longe dos demais. 

Águia - um emblema de uma prisão em Wroclaw, na Polônia. 

Uma adaga com uma cobra - o juramento de vingança: é um sinal de assassinato planejado. 

A cobra que virou uma mulher - sinal de vingança contra uma mulher infiel, que traiu ou delatou em alguém; é um símbolo de vingança planejada, ainda não realizado. 

Uma silhueta marinheiro - símbolo de uma pessoa que trabalhou com bens e troca de moeda estrangeira; popular na República Popular da Polônia. 

Meia lua com uma mulher sentada sobre ele - símbolo de uma pessoa que está interessada em sexo oral. 

Boca - normalmente aberta e vermelha: identifica um homossexual.




















1 comentários:

Boa tarde André.
Passando para olhar estas incríveis fotos de conservas de pele tatuadas do século XIX.
A exposição é perfeita,mas fiquei horrorizada ao ver como a ciência é curiosa,pois expor peles em formol não é nada agradável de se apreciar.
Enfim a ciência tem que ter conteúdos para ser estudados e a nível de curiosidade digo que perdi o medo de ver algo qual me deixou enjoada.. Grata por compartilhar sempre que postar me indique que eu gosto de participar e ser retribuída se não houver empecilho, pois fica a critério de cada um.Abraços sempre.
ClaraSol.

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